Os bugs também têm sentimentos

Muitas vezes uma imagem diz mais do que mil palavras. No blog Cartoon tester, Andy Glover faz uso de imagens extremamente simples, mas que transmitem de maneira objetiva conceitos e práticas interessantes relacionadas com as atividades do engenheiro de testes.
A imagem abaixo é do post do blog, que fala de maneira correta sobre algumas atitudes que devemos ter no nosso dia a dia quando encontramos bugs. Abaixo, uma breve explicação dos pontos mencionados.



Se você encontrar um bug:

1 – Reporte-o, bugs não gostam de ser esquecidos.
Diversos motivos podem levar um testador a esquecer de reportar algum defeito encontrado, prazos apertados, tarefas acumuladasdesorganização ou simplesmente o fato de que algumas vezes os defeitos são encontrados antes mesmo dos testes, em conversas informais, treinamentos, etc.. e nem sempre os envolvidos tomam as devidas ações nessas situações.

2 – Conheça-o melhor, bugs gostam de ser compreendidos.
Antes de reportar um defeito, devemos entender por completo seu comportamento, sua abrangência e quais são seus impactos.

3 – Tire uma foto, bugs gostam de guardar recordações das ocasiões.
Screenshots, fotos e inclusive vídeos ajudam a evidenciar melhor a reportagem de um defeito, facilitando o entendimento do desenvolvedor e evitando CRs reabertas.

4 – Conheça seus companheiros, bugs são socialites.
Ao encontrar um defeito é comum que outros bugs estejam localizados nas suas redondezas, por isso é importante a varredura nas funcionalidades relacionadas para rapidamente detectar novas falhas.
5 – Reporte rapidamente, do contrário os bugs se estabelecem e fazem moradia.
Agilidade na reportagem permite que sua correção também seja antecipada, evitando que outros bugs causados pela falha já existente sejam revelados.

6 – Seja honesto, bugs não gostam de fofocas.
Classificação de severidade e prioridade supervalorizadasmelhorias registradas como defeitos, entre outros problemas frequentes, causam problemas na comunicação da equipe e atrapalham o andamento das atividades.

7 – Guarde como o conheceu, bugs são românticos.
Ao encontrar um defeito, a primeira tarefa é sempre de verificar quais foram os passos prévios para detecção do problema, reportar como podemos reproduzir o issue é essencial para os desenvolvedores durante a correção e também para os testadores no momento da verificação das correções.

8 – Não o ignore, bugs podem morder quando não apreciados.
Em meio a tantos bugs, normalmente encontrados durante os testes, é comum que em alguns momentos desprezemos alguns defeitos encontrados, por acreditarmos que os mesmos são irrelevantes ou nunca serão corrigidos. Porém, já cansei de ver defeitos ignorados sendo reportados posteriormente por clientes ou quando vistos por outros ângulos gerando consequências graves para o sistema.
Adicionaria a lista de atitudes a verificação dos defeitos já existentes, prática bastante simples, mas que muitas vezes é relegada, e que pode evitar trabalho desnecessário de diversas pessoas.

E vocês concordam com os tópicos? Sentiram falta de mais alguma atitude?

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Qualidade de Software

Autor: André Koscianski, Michel dos Santos Soares
Editora: Novatec
I.S.B.N.: 8575221124
Edição: 2 / 2007
Idioma: Português
País de Origem: Brasil

Este livro aborda as principais tecnologias, metodologias e processos utilizados atualmente em desenvolvimento de software. Os fatores que influenciam a qualidade são discutidos em amplitude, com ênfase nos aspectos práticos, mas sem deixar de mencionar a fundamentação teórica essencial.

Os tópicos são tratados de forma inter-relacionada e abrangem:
  • modelos de processos organizacionais, como CMM e CMMI;
  • modelos de processos individuais e de equipe, como PSP e TSP;
  • o modelo brasileiro MPS.BR, lançado em 2005;
  • metodologias ágeis, como XP e SCRUM;
  • algumas das principais normas internacionais, como SQuaRE, ISO/IEC 25000:2005, ISO/IEC 12207 e ISO/IEC TR 15504;
  • programação e sua relação com a qualidade;
  • teste de software.
São apresentados diversos softwares de apoio, além de ampla bibliografia e referências a sites relevantes.

Trata-se de um verdadeiro guia para profissionais da área, podendo ser usado em cursos de graduação e pós-graduação como referência principal na disciplina de Qualidade de Software e complementar para Engenharia de Software e Programação.


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